terça-feira, novembro 06, 2012

A moeda constante


O consciente pede ao seu sub-congênere, que na verdade impera a real vontade, um auxílio quase divino para a têmpera correta da mente.
Na subida rodopiante da moeda fluem as forças do caos, atinge o ápice da parábola em equilíbrio entre inércia e gravidade.

Avisem que ao fim da queda é hora de resolver!
Cair de pé tem as mesmas chances do auxílio clamado chegar em puras resoluções.
Agonia mais dolorida é a que se sofre em silêncio, na quietude da própria mente.
É fechar os olhos em frente ao espelho. O reflexo ainda existe?

É esperar que o reflexo ainda não exista, junto com todos os nós de forca que vão se formando lentamente pelas tripas enquanto a moeda teima em permanecer.
Ah! Como podem as tripas serem tão apegadas a esse tal consciente?
Reviradas de asco pela sua própria natureza:
a vivência em um corpo regido por memórias rotas e mal agregadas.
É um órgão que te move.
Qual o órgão que te move?
Qual força move seu órgão?
Mova-seu, órgão!

O caos permanece