sexta-feira, junho 29, 2007

Mais uma coisa qualquer

No outro dia, um pouco de glicose, e pronto pra outra.
Mas um dia a festa acaba e o café esfria
Se seguirem seu testamento já vai ser muito
E tudo o que você fez será esquecido em menos de uma geração.
Se der sorte, será mais um na multidão.
Agradeça enquanto seu corpo for merda, até então você existirá.
Depois meu amigo, só nos resta o pó.
Frágil.
E uma leve brisa mortuária pra dar conta do recado.
Nem o sol é eterno, por mais que não vivamos para ver seu fim.
Quanto mais a lerda marcha fúnebre em que consiste a vida.
Tão patetica e monótona.
A vida é, sempre, uma lenta e agonizante preparação para a inevitável morte.
Talvez o segredo da vida, o livramento de dogmas e êxtases inebriantes,
que em absolutamente NADA vão dar.
No mais absurdo vazio que sua alma mortal pode imaginar sentir.


Por tudo que é nicho do seu coração vagará a mente.
A qual, depois que tudo é passado,
Quando não mais houver futuro almejado,
Perceber que tudo, tudo isso que conhecemos como vida, chamada de feliz e próspera.
Com todas as tristezas e paixões afogadas.
Maquiadas frente à sociedade com copos de whisky,
E desfeitas frente a espelhos cúmplices,
Se desmembra na dura realidade.
Do nada.
Do fim.
Da morte.

criado a 6 de novembro de 2004 às 23:39.