de quem é a Força?
Quando Apolo se retira sem que Chronos se dê conta, é hora de reorganizar as varetas e novamente jogá-las ao prazer do caos.
Em demarcado tabuleiro, dedos trêmulos hesitam em manipular as peças: se alteradas, movem ao oposto ou à vitória.
Incautos os que seguem o caminho da inércia, interpretando-a como estado de equilíbrio das interações dinâmicas.
Antes de heróis, leviatãs e deuses, o poder primitivo da transformação é possuído pelo caos, a pura e bruta possibilidade do corriqueiro e do impossível se amalgamarem tão intimamente ao ponto que a tenuidade de seus limites fuja da percepção dos nossos meios.
Os olhos percebem o reflexo das cores, assim como os dedos, as texturas. As peças em suas ações individuais na forçada coexistência caótica da continuidade da expressão material em suas manifestações.
Quando o sol se pôr, eu quero estar na praia!


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