sexta-feira, julho 30, 2010

entre oras e as Horas

Alça-te a mão à lança que o fendes peito e de rubro rega as areias da espera pelo ideal de Arístocles. Motivos faltam para concernências quando a luva guia do machado é vazia como o amanhã e o forno tarda a fixar o trabalho de hoje do tal Oleiro.

Riachos se mantém intrépidos constantes com a subida dos actinos reprodutivos e na calmaria das borbulhas. Pra quem eterno, inabalável pelas inconstâncias do efêmero, intrépido no sol e céu, imbatível na memória geológica, vivo no coração de reis e falastrões.

Venha! Abram-se os portões do gládio! Preparem canhões e afiem suas lâminas! Correntes sempre foram seu fardo, e a elas sucumbirás no caminho da glória. A vida ou isto!
O desejo ao fim do espetáculo é consoante aos que saudaram a morte ou aos esquivantes pela vida repleta de vida?

Vida? Morte à vida comedida!

Onde todos os fins se tornam inícios, passos são saltos e eternidades lapsos de ébrias memórias opacas.

Inícios são desconsiderados no terreno irregular da caminhada longa e o fim é à sua frente. Esta é a verdade! Mas esta não há pouco elucubrada...

Rebentar é o fim do antes. Para o início ou fim.

Até que a fome alimentada, de beber à sede seja dado, fraquejas!

Ao encontrar a fonte dos passos, na pequena morte... Seco está o barro, e este agora é o ontem, que persevera nos olhos que cintilaram no riacho.