sexta-feira, novembro 26, 2004

E a psico-morbido-insensatez volta à tona...

Já não sei como lidar com as incertezas da vida - como se em algum segundo da minha existência eu já soube fazê-lo -, já não vejo mais que um ou dois motivos pra continuar rastejando na pateticidade da vida "prática" e "eficiente" desses dias. Que, portanto, por esse motivos, eu possa ser guiado com sabedoria e força de vontade (o que é isso?).
Pro inferno com epopéias, não quero saber da "grande história" de apenas um (i)mortal, enquanto temos memoráveis (e mortais) lutas diárias a nossa volta. Por quê não ressaltar a incessante batalha do "eu" "comigo mesmo"? A qual, nesse momento corrói as forças do coração e a lucidez da mente, intensifica as dores da alma (e de estômago, de cabeça e de joelho ralado também) e faz com que as cores se façam ser enchergadas, todas, em lindos tons deprimentes de cinza.

A mente deturpada é fruto do que a cria!
O amor é um demônio, desgraçado que vive a me passar rasteiras! (com a devida licença de Fabio Altro)
As areias caem na ampulheta sem sua imagem perante meus olhos. O que, definitivamente, não a afasta do meu coração. O que, definitivamente, não muda o fato de que você é.
É... a incoerência.
É... quem disse que (só) amar resolve?
Ah, uma porrada num filho da puta desse!!!
Quem disse que o amor é coerente?

Pro inferno com mistificações, não tem sentido viver atado à interpretações tão paralelas à realidade. Não deixe que a fumaça da desconfiaça suje nossas teias tão brancas. Não deixe que o rancor infundado tome o espaço de nosso amor. Não deixe... apenas não deixe.
E me prove o contrário se eu estiver errado. Serei o primeiro a medir meus ombros e a providenciar as pás para a terra e o machado para meu pescoço.
Caso contrário, somente seja o irmão que você sempre foi pra mim.

E que a terra seja regada. Que nasça o que há de nascer. Que venha para o bem, e não para o mau. De mau, já basta o homem.


segunda-feira, novembro 08, 2004

Palavras enegrecidas por uma mente deturpada...

Nada mais é do que uma forma de fugir da realidade visível que nos corrói. A única maneira de ir profundamente em meu mundo, que talvez possa ser parecido com o de alguém. Mas isso não importa... quem liga pra mais um mero mortal? Quem liga pra você?
O mundo nos mostra que ninguém é especial o bastante pra ser amado de graça por todos... Por mais legal e útil que você possa ser, sempre terá alguém querendo te fuder e freiar suas aquisições, seja por inveja ou puro luxo e felicidade de ver a desgraça dos outros... Que se fodam, fodam-se todos os que são contra mim, obviamente não merecem (ou não querem) a mim.
Para os que eu amo, uma grande abraço e um beijo carregado. Suas vidas são todas importantes pra mim...
Que este seja um bom começo.