Sonhando em desenhos escritos
Então, um dia, ele quis desenhar. Desenhar pra mostrar seus sonhos pros seus olhos, porque eles não viam o que só aparecia no espelho da sua cabeça.
Do fundo do sótão voavam as borboletas contra os morcegos, mas o chão se cobria de Nitrogênio e asinhas coloridas. Seus sonhos eram escravos do escravo detrás da testa do menino. E ele não sabia escrever, daí não precisaria mostrar se desse pra contar.
Mas e agora? Como contar a seu cérebro, pelos seus olhos, palavras escritas pelos seus dedos que diziam coisas que saíam dele pro papel?
É quase como falar sozinho, mas com os dedos. Só que as palavras faltam mais vezes. Por que desenhar era difícil, se ele vem da cabeça e ela mesma que meche a mão? Talvez o desenho do sonho não fosse mesmo a cara do sonho, e o desenho usado só pra sonhar de novo.
No fim das contas, escrever não fazia a estória direito, mas até que ficava bonitinha. No fim das contas, desenhar não contava a história direito, porque sua cabeça não falava direito com seus dedos.
No fim das contas, o menino sabia sonhar.
Do fundo do sótão voavam as borboletas contra os morcegos, mas o chão se cobria de Nitrogênio e asinhas coloridas. Seus sonhos eram escravos do escravo detrás da testa do menino. E ele não sabia escrever, daí não precisaria mostrar se desse pra contar.
Mas e agora? Como contar a seu cérebro, pelos seus olhos, palavras escritas pelos seus dedos que diziam coisas que saíam dele pro papel?
É quase como falar sozinho, mas com os dedos. Só que as palavras faltam mais vezes. Por que desenhar era difícil, se ele vem da cabeça e ela mesma que meche a mão? Talvez o desenho do sonho não fosse mesmo a cara do sonho, e o desenho usado só pra sonhar de novo.
No fim das contas, escrever não fazia a estória direito, mas até que ficava bonitinha. No fim das contas, desenhar não contava a história direito, porque sua cabeça não falava direito com seus dedos.
No fim das contas, o menino sabia sonhar.

